A cidade de São Paulo está enfrentando um novo tipo de problema. Diretamente ligado à inspeção veicular, que é o novo transtorno por que passam proprietários de veículos automotores (vulgo automóveis, carros). A onda do momento é substituir o motor original do automóvel por um motor de carro 0km. Hipoteticamente não poluente, esse motor possibilita que o carro passe na inspeção veicular.
Agora vamos aos envolvimentos disso tudo.
Quando teve início a Lei Cidade Limpa (acho que já caiu no esquecimento, para muita gente), vários, não um ou dois, mas dezenas, centenas de estabelecimentos comerciais, tradicionais em suas regiões, o que quer dizer que estavam ali instalados havia décadas, tiveram de fechar suas portas por causa da queda no movimento. Diretamente ligada à dificuldade de identificação das lôjinhas, a crise obrigou comerciantes por toda a cidade a fecharem as portas e a amargarem seu fracasso. Difícil engolir isso, né? Punir o comerciante pagador de impostos, que dá trabalho, circula produtos, serviços (haja vista a quantidade de salões de beleza, sapatarias, tinturarias que fecharam), possibilita o movimento de moeda… não dá!
Voltando à inspeção veicular. Trata-se de uma fiscalização para ver quem anda poluindo a cidade de São Paulo. (1) O combustível é extraído, gerado, produzido nacionalmente. Tanto faz se a fonte vem de Cubatão, Santos, Rio de Janeiro, Bahia… a distribuição é do mesmo produto, pelo Brasil todo. (2) A lei de inspeção veicular é regional, restrita ao município de São Paulo. Logo, (3) é inviável punir o proprietário de veículo automotor que circula pela cidade de São Paulo pela má, baixa, péssima qualidade do combustível produzido no Brasil.
Você concorda? Discorda? Mande sua opinião, deixe um comentário.
Até breve.
fevereiro 2, 2011 às 12:09 am |
Ana Lúcia,
Eu não entendi algumas coisas no post. Por exemplo: por que os tipos de estabelecimento que você enumerou tiveram que ser fechados?
fevereiro 2, 2011 às 4:15 pm |
Os estabelecimentos que citei, que eram do entorno por onde eu circulava, eram pontos comerciais tradicionais que, além de divulgarem o ramo de negócio pelo boca a boca, também eram vistos a distância graças a placas e letreiros (algumas vezes invadindo a calçada, verdade seja dita), erradicados com a lei Cidade Limpa.
fevereiro 2, 2011 às 1:07 am |
Srta Ana Lucia
Na minha opinião, a Lei Cidade Limpa foi aplicada de forma radical. Existe um velho ditado de marketing que diz o seguinte: ” A propaganda é a alma do negócio”.
Com relação à inspeção veicular, certamente ela esta gerando bons negócios para o setor de manutenção automotiva, para a empresa CONTROLAR e para a Prefeitura do Municipio de São Paulo. Entretanto, seus benefícios reais precisam ainda de um maior esclarecimento ao público por parte de quem realmente entende do assunto, como por exemplo, CETESB e IPT.
fevereiro 5, 2011 às 10:36 pm |
Fernando Pessoa fosse quetionado sobre a inspeção veicular certamente responderia assim…
” O que eu penso sobre a inspeção veicular?
Sei lá o que eu penso sobre sobre a inspeção veicular!
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas da minha janela (mas ela não tem cortinas)
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O Unico mistério é haver em quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, começa a não saber o que é o sol. E a pensar muitas coisas cheias de calor, Mas abre os olhos e vê o sol e já não pode pensar em mais nada, porque aluz do sol vale mais que os pensamento….”