A cidade de São Paulo está enfrentando um novo tipo de problema. Diretamente ligado à inspeção veicular, que é o novo transtorno por que passam proprietários de veículos automotores (vulgo automóveis, carros). A onda do momento é substituir o motor original do automóvel por um motor de carro 0km. Hipoteticamente não poluente, esse motor possibilita que o carro passe na inspeção veicular.
Agora vamos aos envolvimentos disso tudo.
Quando teve início a Lei Cidade Limpa (acho que já caiu no esquecimento, para muita gente), vários, não um ou dois, mas dezenas, centenas de estabelecimentos comerciais, tradicionais em suas regiões, o que quer dizer que estavam ali instalados havia décadas, tiveram de fechar suas portas por causa da queda no movimento. Diretamente ligada à dificuldade de identificação das lôjinhas, a crise obrigou comerciantes por toda a cidade a fecharem as portas e a amargarem seu fracasso. Difícil engolir isso, né? Punir o comerciante pagador de impostos, que dá trabalho, circula produtos, serviços (haja vista a quantidade de salões de beleza, sapatarias, tinturarias que fecharam), possibilita o movimento de moeda… não dá!
Voltando à inspeção veicular. Trata-se de uma fiscalização para ver quem anda poluindo a cidade de São Paulo. (1) O combustível é extraído, gerado, produzido nacionalmente. Tanto faz se a fonte vem de Cubatão, Santos, Rio de Janeiro, Bahia… a distribuição é do mesmo produto, pelo Brasil todo. (2) A lei de inspeção veicular é regional, restrita ao município de São Paulo. Logo, (3) é inviável punir o proprietário de veículo automotor que circula pela cidade de São Paulo pela má, baixa, péssima qualidade do combustível produzido no Brasil.
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Até breve.